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Smiles & Tears

Guia de sobrevivência para mulheres fantásticas

Smiles & Tears

Guia de sobrevivência para mulheres fantásticas

Estraga-los com mimos !

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Qual é a mãe que já não ouviu este "sábio" conselho ? "Estraga-los com mimos!" Pois bem, eu sempre fui da opinião que o que "estraga" as crianças não é o excesso de mimos, mas sim a falta de educação .... e a falta de mimos, também.

Hoje li as declarações do pediatra Mário Cordeiro à revista Pais&filhos/TSF, das quais gostei muito e que partilho aqui convosco http://www.paisefilhos.pt/index.php/video/7865-qnao-ha-mimo-a-maisq-.

Diz-nos o Sr. Dr. Mário Cordeiro que “O mimo é a expressão desinteressada do afecto e do amor, por isso não acredito no mimo a mais! "

Eu também não ! O que acontece, por vezes, é que os pais (e terão as suas razões para isso) confundem mimos com prendas e isso, por vezes, dá mau resultado ...

Não pretendo opinar sobre a forma que cada um escolheu para educar os seus filhos. Educar é, talvez, a tarefa mais difícil que um ser humano pode ter entre mãos. Até porque os pais são seres humanos, cada um com vivências diferentes, com uma infância mais ou menos feliz, com uma vida mais ou menos feliz ...

Mas, apesar de tudo, continuo a achar que o mimo nunca é demais. Seja aquele que se dá aos filhos, ao marido, à família, aos amigos e a nós próprios.

Correndo o risco de ser exagerada, acho, até, que o mimo é a panaceia, não para todos, mas para muitos males !!

Rabiscos do quotidiano (à porta do hospital)

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Hoje, conto aqui uma das muitas lições de vida que, generosamente, recebi dos meus filhos. Era a primeira das muitas consultas médicas que a minha filha viria a ter nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Tinha, na época, uns singelos 7 anos. Ao chegarmos à entrada do hospital, vimos alguns doentes, vestidos de pijama e roupão a fumar o seu cigarro.

Eis que a pequenita, com a convicção que lhe é característica, afirma : - Sabes, mamã, estas pessoas que tu vês aqui à porta a fumar não se sentem bem nas suas casas. Sem entender muito bem o ponto de vista dela, perguntei-lhe: - E porque é que dizes isso?. E, foi aí, que recebi da minha filha, uma inesperada resposta/prenúncio: - Isto é assim, mamã. As pessoas que gostam muito das suas casas, querem voltar para lá. Se estas pessoas quisessem ir para casa, esforçavam-se para ficarem boas depressa e não fumavam. Se fumam, já sabem que vão ficar aqui para sempre ! Nunca mais de cá saiem ...

E pronto, enfiei a viola no saco e prosseguimos para a consulta. Mas nunca mais me esqueci deste episódio.

 

 

SOS nº 1 - Champô seco

Sabem aqueles dias em que acordamos de manhã, vemo-nos ao espelho e reparamos que o cabelo precisa de uma boa lavagem? Depois, olhamos para o relógio e entramos em pânico porque, simplesmente, não há tempo para o lavar? Calma, nem tudo está perdido !

 

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Eu tenho, sempre, em casa o champô seco da Klorane e resolvo a situação em 2 minutos. Levanto madeixas de cabelo com a mão e pulverizo a uma distância aproximada de 30 cm. Espero cerca de 2 minutos e escovo com a cabeça virada para baixo, para aumentar o volume. Et voilá:  cabelo brilhante !

O champô seco Klorane contém particulas micronizadas que absorvem a sujidade do cabelo e elimina-se facilmente. Existem três variedades, mas eu prefiro o indicado para cabelos castanhos que, após a escovagem, não deixa quaisquer resíduos visíveis no meu cabelo.

Sim, não ou talvez ...

Sim, não ou talvez!

Parecem ser as únicas palavras que ousam mergulhar nas tormentas do meu pensamento, naqueles dias em que uma mulher, trabalhadora, mãe, filha, amiga, tia, dona de casa, explicadora, gestora (e mais um trilião de coisas), simplesmente não sabe para onde se virar.

É oficial. Poderei, eventualmente, não ser MULHER. É que parece que, nos dias de hoje, e para algumas alminhas desocupadas, uma mulher para ser MULHER, tem de ser perfeita. O que me leva a concluir, imaginem, que não sou MULHER! E porquê? Porque, por vezes, não flui da minha boca nada mais do que uns simples sim, não ou talvez! Logo, se não tenho a resposta na ponta da língua ou se tenho dúvidas, não serei, alegadamente, uma mulher com M grande. Talvez, com boa vontade, seja mulher com m pequeno ou amostra de mulher .... O que essas alminhas desocupadas não pensam é que sim, não ou talvez, são indicativos de sensatez. São .... botões alternadores de "separadores", tipo internet : minimizo o "separador " trabalhadora e ligo o de mulher, fecho o de filha e lido o de mãe, ligo o de cozinheira e desligo o de gestora, e por aí adiante.

É que tal como nos computadores (pelo menos no meu) vários separadores abertos, em simultâneo, levam ao bloqueio do sistema !! E lá desligamos a ficha ou reiniciamos o computador. Mas o problema, é que nas inúmeras MULHERES que, tal como eu, são trabalhadoras, mães, filhas, amigas, tias, donas de casa, explicadoras, gestoras (e mais um trilião de coisas), não há como religar a ficha ou reiniciar. Por isso, e se me permitem, vão desligando os separadores, digam sim, não ou talvez quando for preciso, enviem as alminhas desocupadas para a pasta do spam e sejam .... o que quiserem, com letra grande, pequena ou em formato amostra !!!

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O meu (nosso) blog ...

Mais um blog !

Não, este não é mais um blog. É o meu blog, o nosso blog, que pretende ser um "guia de sobrevivência para mulheres fantásticas".

Terá espaço para traços, riscos e rabiscos do meu (nosso) quotidiano. Peripécias e aventuras (mais ou menos divertidas), contratempos e obstáculos, truques, dicas e sugestões.

E surge, assim, de forma espontânea e pouco programada, pelo "safanão" de uma grande amiga, que consegue ver em mim coisas boas que eu, nem de lupa, consigo enxergar. Mas dela ouvirão falar mais tarde, até porque ela é protagonista de muitos dos traços, riscos e rabiscos do meu quotidiano.

Até breve !