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Smiles & Tears

Guia de sobrevivência para mulheres fantásticas

Smiles & Tears

Guia de sobrevivência para mulheres fantásticas

Prendas daquelas que tu fazes com as tuas mãos ....

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E ainda dizem por aí (quem não tem mais nada com que se ocupar) que as novas gerações estão perdidas ! Eu cá por mim não concordo. E num misto de tristeza e orgulho vejo, por vezes, gerações bem mais novas a darem verdadeiras lições.

Num destes dias, a minha filha, que tem 11 anos, disse-me assim: " - Mãe, apetecia-me tanto dar uma prenda à minha amiga ."

" - Está bem. Então e o que lhe queres comprar?" - perguntei-lhe eu.

Eis que recebi uma resposta que é, também, um ensinamento : " - Nada, não lhe quero comprar nada. Não quero dessas prendas. Quero uma daquelas que têm valor. Uma das que tu fazes com as tuas mãos."

Peguei na lã, nas agulhas e no coração e fiz esta bolsinha para guardar o cartão da escola.

A minha filha tem ou não tem razão ? Não tem mais valor assim ?

Estamos de regresso à escola !!!

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 Estamos de regresso à escola! Estamos é como quem diz ... estão os pirralhos cá de casa. Mas parece que, quando os filhos regressam à escola, os pais vão um bocadinho com eles. Vão na mochila cuidadosamente organizada ( com a ajuda dos pais), vão na lancheira preparada com carinho, vão dentro dos ouvidos dos filhos, entupidos de tantas recomendações. Mas ainda bem que assim é ....

Eu cá por mim, hoje, estou mesmo contente ! Os meus filhos já regressaram das aulas, de escolas e anos diferentes, e a opinião relativamente ao primeiro dia de aulas é, este ano, unânime : os meus professores este anos são mesmo fixes !!

Diz-se que a primeira impressão é muito importante !! Por isso, creio que se avizinha um ano lectivo cheio de sucessos (na aprendizagem, nas amizades, nas notas, na felicidade de ir para a escola) !!

Bom ano lectivo para todos

Cozinhando afectos ....

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Olá !!

E porque os afectos também se cozinham, hoje amassámos:

125 g de chocolate de cozinha Pantagruel

80 g de açúcar

80 g de margarina vegetal para culinária Vaqueiro

Depois estendemos a massa com um rolo e fizemos bolachinhas em forma de coração (cerca de 40). Cozeram cerca de 15 minutos no forno a 180ºC e já está !

Pouco tempo, pouco trabalho, pouca louça suja e ..... muita traquinice, alegria, sabor e afectos.

Beijinhos doces !!

Estraga-los com mimos !

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Qual é a mãe que já não ouviu este "sábio" conselho ? "Estraga-los com mimos!" Pois bem, eu sempre fui da opinião que o que "estraga" as crianças não é o excesso de mimos, mas sim a falta de educação .... e a falta de mimos, também.

Hoje li as declarações do pediatra Mário Cordeiro à revista Pais&filhos/TSF, das quais gostei muito e que partilho aqui convosco http://www.paisefilhos.pt/index.php/video/7865-qnao-ha-mimo-a-maisq-.

Diz-nos o Sr. Dr. Mário Cordeiro que “O mimo é a expressão desinteressada do afecto e do amor, por isso não acredito no mimo a mais! "

Eu também não ! O que acontece, por vezes, é que os pais (e terão as suas razões para isso) confundem mimos com prendas e isso, por vezes, dá mau resultado ...

Não pretendo opinar sobre a forma que cada um escolheu para educar os seus filhos. Educar é, talvez, a tarefa mais difícil que um ser humano pode ter entre mãos. Até porque os pais são seres humanos, cada um com vivências diferentes, com uma infância mais ou menos feliz, com uma vida mais ou menos feliz ...

Mas, apesar de tudo, continuo a achar que o mimo nunca é demais. Seja aquele que se dá aos filhos, ao marido, à família, aos amigos e a nós próprios.

Correndo o risco de ser exagerada, acho, até, que o mimo é a panaceia, não para todos, mas para muitos males !!

A técnica do abraço ....

Queridas amigas .... não posso deixar de partilhar convosco este artigo O segredo é abraçar (...) da Revista Pais&filhos, bem como a minha (humilde) experiência. Enquanto mãe de um adolescente e de uma quase quase adolescente tenho adoptado a "técnica do abraço". Mesmo quando me apetece usar a técnica do grito, e a do castigo e enfim ... outra qualquer. E uso-a por duas razões : porque o meu coração assim mo indica ( e eu sigo quase sempre o meu coração) e porque tem resultado !! Abraço-lhes o corpo e abraço-lhes a alma ... E quando eles não querem ( ou não admitem que querem) deixo que os meus braços os sigam ... para serem usados sempre que os meus filhos precisem, ou quiserem, ou lhes apetecer ...

A doce tarefa de ser mãe ..

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Passou mais de uma semana (ou duas) desde o meu último post. A falta de tempo e o cansaço acumulado de um ano lectivo são os responsáveis. Ano lectivo ? Pois, as mães também têm ano lectivo ! Os meus filhos andam na mesma escola mas em anos lectivos diferentes, horários diferentes, actividades diferentes o que, por si só, constitui uma canseira. Há dias em que tenho de ir à escola 4 vezes : leva um, traz outro, dá almoço, leva outro, traz outra vez ... mas é TÃO BOM. Pronto, está aberta a polémica ! Entram as vozes de quem gosta de dar palpites sobre a educação dos filhos dos outros, mas que nunca estão presentes quando são necessárias. Em tempos idos foram para mim vozes audíveis, agora são apenas ruído de fundo. "Não lhes dês colo que os habituas mal", "Dás-lhe tantos abraços que os pões moles", "Não prejudiques a teu trabalho pelos filhos, um dia vão-se embora ...", "Não vais ao ginásio para ficares a brincar com as crianças ?!" e coisinhas do género.

Um dia, peguei num livro do Prof. Eduardo Sá e tive uma epifania !! Afinal há alguém que pensa como eu ! Aleluia!! E ainda por cima é especialista ... afinal sou uma boa mãe !! E foi nesse dia que decidi que a única voz que guiaria a minha relação com os meus filhos seria a do meu coração ... esse sim, tem-me dado bons conselhos. E minhas queridas colegas (nesta actividade de ser mãe) não faz mal dar colo, nem beijos, nem abraços .... Não faz mal os filhos virem para a cama dos pais quando têm medo ou quando, simplesmente, precisam de um aconchego. Não faz mal a mãe faltar ao ginásio, deixar a louça por lavar ou deixar o quarto desarrumado para ficar a brincar com os seus filhos. E garanto-vos que isto não os estraga ! Há um risco que se corre : podem ficar crianças doces e tolerantes e adolescentes naturalmente rebeldes (para esconder o mel que lhe vai na alma). Mas parece-me que vale a pena o risco ! Até porque é de duração limitada e um dia, mais próximo do que parece, eles vão à sua vida e vou ter tempo de sobra para lavar a louça, arrumar o quarto, ir ao ginásio, etc..... Por ora faço o que faz mesmo feliz !

Bolinho bailarina ...

 

Hoje, andei, por aqui, a organizar fotografias em pastas temáticas. Entre elas, estava aquela que, aqui, partilho convosco. Esta foi uma das minhas primeiras aventuras em bolos de aniversário ! E até nem saiu muito mal (modéstia à parte ...).

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Fiz dois bolos separados, em formas redondas de diâmetro diferente. O de baixo é um bolo simples de

laranja e o de cima é um bolo fofo de chocolate, ambos barrados com Nutella e cobertos com pasta portuguesa.

A bailarina foi encomendada a uma artesã. É feita de biscuit para que a minha filha a pudesse guardar como lembrança do 10º aniversário.

Na verdade, a criançada mal provou o bolo (a brincadeira é bem mais interessante), mas o aspecto dele fez sucesso, especialmente entre as meninas.

Rabiscos do quotidiano (à porta do hospital)

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Hoje, conto aqui uma das muitas lições de vida que, generosamente, recebi dos meus filhos. Era a primeira das muitas consultas médicas que a minha filha viria a ter nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Tinha, na época, uns singelos 7 anos. Ao chegarmos à entrada do hospital, vimos alguns doentes, vestidos de pijama e roupão a fumar o seu cigarro.

Eis que a pequenita, com a convicção que lhe é característica, afirma : - Sabes, mamã, estas pessoas que tu vês aqui à porta a fumar não se sentem bem nas suas casas. Sem entender muito bem o ponto de vista dela, perguntei-lhe: - E porque é que dizes isso?. E, foi aí, que recebi da minha filha, uma inesperada resposta/prenúncio: - Isto é assim, mamã. As pessoas que gostam muito das suas casas, querem voltar para lá. Se estas pessoas quisessem ir para casa, esforçavam-se para ficarem boas depressa e não fumavam. Se fumam, já sabem que vão ficar aqui para sempre ! Nunca mais de cá saiem ...

E pronto, enfiei a viola no saco e prosseguimos para a consulta. Mas nunca mais me esqueci deste episódio.